domingo, 22 de julho de 2018

Institutas da Religião Cristã


Esta primeira edição das Institutas, escrita originalmente em latim, apresenta ao leitor o fundamento do pensamento e o coração de Calvino, estabelecendo-se como a mais importante obra de sua vida — obra que ele reeditou cinco vezes, até a sua última edição, em 1559. Depois de cinco séculos de seu lançamento, as Institutas permanecem úteis e relevantes para o estudo da doutrina e da piedade cristã. Dividida em duas partes, esta edição histórica oferece uma visão profunda do conhecimento de Deus e da vida cristã, e é uma obra que serve tanto ao interessado em aprofundar seu conhecimento da doutrina cristã como ao estudioso da obra do reformador francês.


sábado, 14 de julho de 2018

AS PESSOAS ESTÃO PROCURANDO IGREJAS BÍBLICAS

Antigamente as pessoas procuravam uma igreja perto de suas casas, hoje já não o fazem mais, visto que nem sempre encontram perto de seus lares igrejas saudáveis. Posso afirmar sem sombra de dúvidas que a distância deixou de ser um empecilho pra muita gente, mesmo porque, o povo cansou do blá-blá-blá proferido por pastores despreparados. Digo mais, muitos não suportam mais os discursos da confissão positiva, ou repetições descabidas do tipo "diga para o irmão que está ao seu lado", ou "repita comigo"  O povo mais do que nunca quer uma igreja BÍBLICA, cristocêntrica, centrada nas Escrituras, não importando com isso, ter que andar quilômetros de ônibus, moto, carro e bicicleta.

Soli Deo glória!





Renato Vargens

terça-feira, 10 de julho de 2018

Não podemos dizer que amamos à alguém, se não o conhecemos.

Dizer que quer conhecer a Deus sem antes conhecer o livro Dele, é tão contraditório quanto querer sair guiando um carro sem ter aprendido a guiar primeiro. Ou pior, é tão hipócrita quanto dizer que ama sua esposa para o mundo todo ouvir e ver, mas em casa age como se ela não existisse; você quer ser tocado por ela, quer ter noites de prazer sexual com ela, mas sequer conhece a mulher que diz amar, pois nunca a ouviu sobre o que ela tem pra dizer sobre o que pensa e como se sente.
Com Deus é assim também; você não pode esperar chegar à algum lugar e encontrar a Deus, se primeiramente você não tem Ele em sua vida, pois Deus não é de ficar fora de nós, por mais que Ele venha de fora.
Esta geração medíocre precisa, antes de tudo, conhecer as Escrituras, antes de conhecer O Dono das Palavras do livro. Pois somente pelas Escrituras, O Verbo de Deus, podemos chegar à Ele.
Não podemos dizer que amamos à alguém, se não o conhecemos.

                           Por R. C. Telles.

sábado, 7 de julho de 2018

A Doutrina De Deus

1. Deus É

Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração (Êx 3.13-15).
Meu objetivo final nos dez capítulos deste livro é espalhar uma paixão pela supremacia de Deus em todas as coisas para a alegria de todos os povos por meio de Jesus Cristo. Em outras palavras, eu pretendo falar de Deus o Pai e de Deus o Filho, através de Deus o Espírito, de modo que você — e milhares de pessoas através de você — seja estimulado a se unir a mim em adoração alegre ao nosso Deus triuno.
Sob esse objetivo geral, minha intenção é despertar e fortalecer em você uma forte convicção de que os últimos trinta anos de ministério na Igreja Batista Bethlehem foram uma preparação, não uma consumação. Ou, em outras palavras, espero ajudá-lo a ver e sentir que minha transição como pastor e pregador em Bethlehem é menos sobre o pouso e mais sobre a decolagem. É menos sobre as grandes coisas que Deus fez, e mais sobre as coisas maiores que Deus fará.
Portanto, pareceu-me bem, com o encorajamento da equipe pastoral de Bethlehem, voltar a nossa atenção para uma série sobre realidades fundamentais — verdades determinantes, ênfases de trinta anos e marcos bíblicos que moldaram profundamente o que é a Igreja Batista Bethlehem nessas últimas três décadas.

1.1 Criando Realidades Futuras

O resumo das verdades fundamentais neste livro é como uma decolagem em vez de um pouso. Elas nos levam a buscar preparação, em vez de ponderar sobre a consumação, a tomar posse das coisas maiores que estão por vir, em vez de atentar para as grandes coisas do passado. A razão é que essas realidades fundamentais, expostas em cada capítulo, são extremamente indomáveis, explosivamente incontíveis ​​e poderosas para criar o futuro. Elas não apenas sustentam o presente e explicam o passado. Elas são vivas e ativas e sobrenaturalmente cheias de poder para tomar esta igreja no que ela ainda não sonhou, de maneiras que ainda não sonhamos.
E, antes de iniciar a decolagem com estas verdades explosivas, devo esclarecer que tenho pouca dúvida em minha mente — e a pequena dúvida em minha mente não se refere a Deus, mas à falta de Deus — que a próxima etapa da vida de Bethlehem será a mais grandiosa que já conhecemos. Todos nós sabemos que muitos ministérios têm florescido por décadas e se tornado significativos, e então, com uma mudança de liderança, as coisas desmoronam e o impacto diminui, a esperança se esvai e a alegria é perdida, e o ministério diminui e talvez até morre. Minha profunda convicção é que Deus não deixará isso acontecer em Bethlehem. Na verdade, se tivesse que fazer isso, apostaria minha vida nessa previsão.
E assim nos voltamos para essa série de realidades fundamentais — essas verdades determinantes, essas ênfases de 30 anos, esses marcos bíblicos — que moldaram o que Bethlehem é nessas últimas três décadas, essas realidades são extremamente indomáveis, explosivamente incontíveis ​​e poderosas para criar o futuro.

1.2 Deus Absolutamente É

A primeira ênfase teológica é que Deus é. Ou, para dizê-lo como o texto diz: Deus é o que é. Ou, para dizê-lo de maneira mais filosófica: Deus absolutamente é. Esse é o fato mais básico e mais definitivo. Considerando os bilhões de fatos que existem, esse fato está na base e no topo. Ele é o fundamento de todos os outros e a consumação de todos os demais fatos. Nada é mais básico e nada é mais definitivo do que o fato de que Deus é.
Nada é mais fundamental do que: Deus é. Nada é mais fundamental para a sua vida ou para o seu casamento, seu trabalho, sua saúde, sua mente ou seu futuro do que o fato que Deus é. Nada é mais fundamental para o mundo, ou para o sistema solar, ou para a Via Láctea ou para o universo do que o fato que Deus é. E nada é mais fundamental para a Bíblia e a autorrevelação de Deus e a glória do evangelho de Jesus do que o fato que Deus é.

1.3 Compreendendo Êxodo 3

A realidade que Deus absolutamente é permanece como o aspecto central de Êxodo 3.13-15. Permita-me contar a você o contexto. Por vários séculos o povo de Israel — o povo escolhido de Deus — viveu como estrangeiros no Egito. E por muito tempo foram tratados como escravos. Agora o tempo da libertação de Deus está se aproximando. Nasce um bebê judeu chamado Moisés. Ele é providencialmente resgatado do decreto de morte pela filha do faraó e criado na corte. Quando adulto, ele defende um hebreu, acaba por matar um egípcio e foge para a terra de Midiã. E ali Deus aparece para ele em uma sarça ardente, como lemos em Êxodo 3.6-10:
Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus. Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu. Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo. Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito.
Então, Moisés é o líder escolhido por Deus para tirar o seu povo da escravidão e conduzi-los à terra prometida. Porém, Moisés recua. Como ele fez — ou José ou você poderiam fazer. Versículo 11: “Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?”. E Deus disse (v. 12): “Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte”.
E então Moisés nos leva a uma das coisas mais importantes que Deus já disse. Este é o nosso texto, Êxodo 3.13-15:
Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR [Em hebraico: Yahwéh], o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.

1.4 Três Coisas Que Deus Diz Sobre Si Mesmo

Você pergunta meu nome, Deus diz, eu lhe direi três coisas. Primeiro (versículo 14) “Deus disse a Moisés: EU SOU O QUE SOU”. Ele não disse que esse era o seu nome. Ele disse, com efeito: Antes que você se preocupe com meu nome, onde eu me alinhei entre os muitos deuses do Egito, Babilônia ou Filístia, e antes de pensar em conjurar-me com meu nome, e mesmo antes de você se perguntar se eu sou o Deus de Abraão, fique atordoado com isto: “EU SOU O QUE SOU”. Eu absolutamente sou. Antes de você conhecer meu nome, conheça meu ser. Que eu sou o que sou — que eu absolutamente sou — é primeiro, fundamental e de infinita importância.
Em segundo lugar (versículo 14b), “Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros”. Aqui ele ainda não deu a Moisés seu nome. Ele está construindo uma ponte entre seu ser e seu nome. Aqui Deus simplesmente coloca a declaração de seu ser no lugar de seu nome. Ele disse, Diga: “EU SOU me enviou a vós outros”. Aquele que é — que absolutamente é — me enviou a vocês.
Em terceiro lugar (versículo 15), “Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR [hebraico: “Yahwéh”], o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros”. Este é o meu nome eternamente [Yahwéh]. Finalmente ele nos dá seu nome. Quase sempre é traduzido como SENHOR (todas as letras em maiúsculo) na Bíblia em português. Mas o hebraico seria pronunciado como “Yahwéh” e é construído sobre a palavra, “Eu Sou”. Assim, toda vez que ouvimos a palavra Yahwéh (ou a forma curta Yah, que você ouve toda vez que você canta “alelu-yah”, “louvado seja o Senhor”), ou toda vez que você vê o Senhor na Bíblia, você deve pensar: este é um nome próprio (como Pedro, Tiago ou João) construído a partir da palavra “Eu Sou”, isso nos lembra a cada vez que Deus absolutamente é.

1.5 A Verdade Torna Um Povo Irresistível

Deus absolutamente é. Isso é maravilhoso. Deus deu um nome a si mesmo (usado mais de 4.000 vezes no Antigo Testamento) que ao ouvi-lo urge conosco a pensar que Ele é. Ele absolutamente é. Ele é absoluto.
Este é o primeiro da série de realidades fundamentais — verdades determinantes, ênfases de trinta anos e marcos bíblicos — que marcaram a Igreja Batista Bethlehem por três décadas. Nós somos conduzidos pelo simples fato de que Deus é. Que “ele é quem ele é”. Isso ele é absolutamente. Esta é a primeira das realidades — extremamente indomáveis, explosivamente incontíveis e poderosas para criar o futuro — que nós abraçamos.
Um povo que está impressionado com o que Deus é, será um povo ao qual nada pode resistir. Nosso Deus triuno gosta de aparecer em poder gracioso, onde as pessoas são movidas pelo fato que ele é.

1.6 Dez Coisas Que Significa Para Deus Ser Quem Ele É

O que significa para Deus ser quem ele é? Aqui estão dez pontos:
O ser absoluto de Deus significa que ele nunca teve um começo. Isso abala a mente. Toda criança pergunta: “Quem fez Deus?”. E todo pai sábio diz: “Ninguém fez Deus. Deus simplesmente é. E sempre foi. Sem começo”.
O ser absoluto de Deus significa que Deus nunca terminará. Se ele não surgiu, ele não pode deixar de ser porque está sendo. Ele é o que é. Não há lugar para ir além de ser. Só existe ele. Antes de criar, é tudo o que é: Deus.
O ser absoluto de Deus significa que Deus é uma realidade absoluta. Não há realidade antes dele. Não há realidade fora dele, a menos que ele queira e o faça. Ele não é uma das muitas realidades antes de criar. Ele está simplesmente lá como realidade absoluta. Ele é tudo que foi eternamente. Sem espaço, sem universo, sem vazio. Só Deus. Absolutamente lá. Absolutamente tudo.
O ser absoluto de Deus significa que Deus é totalmente independente. Ele não depende de nada para trazê-lo à existência ou apoiá-lo ou aconselhá-lo ou torná-lo o que ele é. É isso que as palavras “ser absoluto” significam.
O ser absoluto de Deus significa que tudo que não é Deus depende totalmente de Deus. Tudo o que não é Deus é secundário e dependente. O universo inteiro é totalmente secundário. Não primário. Ele surgiu por Deus e permanece a cada momento dependente da decisão de Deus de mantê-lo em existência.
O ser absoluto de Deus significa que todo o universo comparado a Deus é como nada. A realidade contingente e dependente é para a realidade absoluta e independente como uma sombra para a substância. Como um eco para um trovão. Como uma bolha para o oceano. Tudo o que vemos, tudo pelo que estamos maravilhados no mundo e nas galáxias, é, comparado a Deus, como nada. “Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo” (Isaías 40.17).
O ser absoluto de Deus significa que Deus é constante. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele não pode ser melhorado. Ele não está se tornando nada. Ele é quem é. Não há desenvolvimento em Deus. Sem progresso. A perfeição absoluta não pode ser melhorada.
O ser absoluto de Deus significa que ele é o padrão absoluto de verdade, bondade e beleza. Não há livro de leis para o qual ele se volta para saber o que é certo. Nem almanaque para estabelecer fatos. Nem guilda para determinar o que é excelente ou belo. Ele mesmo é o padrão do que é certo, do que é verdadeiro, o do que é belo.
O ser absoluto de Deus significa que Deus faz o que lhe agrada e é sempre correto e sempre belo e sempre de acordo com a verdade. Não há restrições sobre ele que venham de fora dele e que possam impedi-lo de fazer qualquer coisa que lhe agrade. Toda realidade que está fora dele, ele criou, projetou e governa como a realidade absoluta. Então ele está totalmente livre de quaisquer restrições que não se originam do conselho de sua própria vontade.
O ser absoluto de Deus significa que ele é a realidade mais importante e mais valiosa e a pessoa mais importante e mais valiosa do universo. Ele é mais digno de interesse, atenção, admiração e desfrute do que todas as outras realidades, incluindo o universo inteiro.

1.7 A Indignação Cósmica

Deus absolutamente é! Nós acreditamos e valorizamos isso. Deus é. Esse é uma realidade extremamente indomável, explosivamente incontível e poderosa para criar o futuro — Deus é.
Portanto, existe uma indignação cósmica potencializada a bilhões de vezes sobre o fato de que Deus é ignorado, tratado como insignificante, questionado, criticado, tratado virtualmente como se fosse nada e alguém em quem as pessoas pensam menos do que nos tapetes de suas casas.
Sendo Deus a realidade mais significativa, nada é corretamente conhecido à parte de seu relacionamento com ele. Ele é a fonte, objetivo e definidor de todos os seres e de todas as coisas. Nós seremos, portanto, um povo apaixonado por Deus. Conhecê-lo, admirá-lo, torná-lo conhecido como glorioso é a nossa paixão motivadora. Ele é simplesmente dominante em nossa consciência. Tudo deve estar relacionado com ele, se nós existirmos para espalhar uma paixão pela supremacia de Deus!

1.8 Nunca Faça De Deus Algo Periférico

Com a ajuda de Deus, não blasfemaremos contra ele. Não blasfemaremos contra o Deus que é absolutamente subestimá-lo, ou torná-lo periférico, ou chama-lo de a razão de todas as coisas enquanto são as “coisas” que realmente nos alegram. Tememos tropeçar na criticismo de Albert Einstein sobre o qual Charles Misner escreveu há vinte anos:
Eu vejo o design do universo como essencialmente uma questão religiosa. Isto é, deve-se ter algum tipo de respeito e admiração por todo o negócio. É muito magnífico e não deve ser subestimado. De fato, creio que é por isso que Einstein teve tão pouca utilidade para a religião organizada, embora ele me pareça um homem basicamente muito religioso. Ele deve ter olhado para o que os pregadores disseram sobre Deus e sentiu que eles estavam blasfemando. Ele tinha visto muito mais majestade do que eles jamais imaginaram, e eles simplesmente não estavam falando sobre a coisa real (Citado em First Things [Primeiras Coisas], dezembro de 1991, nº 18, 63).
Quando li isso, eu disse: “Ó Deus, nunca, nunca deixe que isso aconteça em Bethlehem!”. Há milhares de pessoas nesta cidade e bilhões no mundo que estão famintas para conhecer o Deus vivo e verdadeiro que absolutamente é. E temos as boas novas de que esse Deus enviou seu Filho ao mundo para morrer por pecadores depreciadores de Deus como nós, para que todo aquele que crer em Jesus Cristo possa conhecer esse Deus e alegrar-se para sempre. Então nós conhecemos o nosso chamado. Existimos para espalhar uma paixão pelo Deus que absolutamente é.
Este é o lugar onde estivemos. É para onde estamos indo. Indomável, incontível e poderoso para criar a realidade futura. “EU SOU O QUE SOU”. Deus absolutamente é.
Por: John Piper. © Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: Doctrine Matters.
Original: A Doutrina de Deus. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução e Revisão: William e Camila Rebeca Teixeira.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Para mim o morrer é lucro

Por Rubem C. Telles

Muitos dizem "para mim o morrer é lucro". Certamente dizem isso por sentirem certa segurança, ou alívio na morte. Tenho por certo de que tais pessoas estão desenganadas com a vida, e nalgum momento de sua vida ouviram um discurso de um pregador extemporâneo de que na morte tudo ficaria bem para essas pessoas.
Há ai um grande perigo se uma coisa não for bem avaliada antes de dizer "há lucro na morte". Pois podemos estar caíndo no erro de aderirmos para nossa mente uma falsa segurança na morte.
Por conseguinte desejo explicar o que vem a ser a base para a segurança na morte; a vida é feita de escolhas, e sempre existem vários caminhos para variados fins nesta vida. Todavia, desejo deixar bem claro que só há dois destinos terminantes, e eternos após esta vida.
Saliento o fato de que ambos os fins farão todos os homens, de todas as eras, e de todas as raças e de todas as classes sociais a se encontrar com o supremo legislador do universo. Todavia, encontrar-se com ele pode resultar em duas sentenças "vida, ou morte; salvação, ou condenação".
Para que haja um veredicto final, é necessário que os indivíduos estejam sob a jurirdição de algum senhor. E a Bíblia deixa bem claro que, para Deus, só existem dois homens no mundo "Cristo, ou Adão".
[...] O que quero expressar aqui é que, você pode estar em Adão pensando estar em cristo. Sua esperança não pode passar de uma mera doce ilusão que traz um alívio momentâneo da dor que te lascera por dentro, e parece que a morte é a melhor solução para teu problema.
Mas certamente morrerás, e por não teres entendido o começo da frase que encabeça este discurso "o morrer é lucro", certamente não entrarás no repouso eterno. Pois para entrar no repouso do Senhor, é necessário que o teu viver seja Cristo.
Viver para Cristo é estar em conformidade à sua Palavra, submeter-se à sua vontade, e ser, todos os dias, considerado uma ovelha destinada ao matadouro por amor ao seu Senhor.
Se você está disposto a ir, pregar e morrer, então podes dormir tranquilo que teu morrer será lucrativo.

- R. C. Telles.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Respondendo à falácia “quem é você para julgar?”

Por Gregory Koukl

“Não julgueis” (Mt 7.1) é o único versículo bíblico que mesmo os críticos estão convencidos de que é divinamente inspirado, ou então parece ser assim baseado em quão confiantemente eles o utilizam contra os cristãos. Contudo, o uso indevido desse versículo é extraordinariamente fácil de ser combatido quando você percebe o que realmente está acontecendo.
Em primeiro lugar, um qualificador. Julgar é encontrar falhas, e a verdadeira falha — a verdadeira culpa moral — é central para a mensagem cristã. São as más notícias que tornam as boas notícias de fato boas. Se encontrar falhas é a nossa característica, isso está errado. Mas, se nosso julgamento é mera condescendência, então responderemos a Cristo por isso. Nunca devemos esperar que os não-cristãos se comportem como cristãos. Eles não têm a capacidade de fazê-lo. Isso deve ficar claro.
Contudo, não acho que a condescendência em geral seja problema. Usualmente, algo mais está presente. Por um lado, em uma consideração inicial, a acusação “quem é você para julgar?” está baseada em um mal-entendido. Caso se trate de uma solicitação de nossas credenciais morais, então não temos nada a oferecer. Não criamos as regras que governam o comportamento. Estamos tanto sob essas responsabilidades — e condenados por elas — quanto qualquer outra pessoa.
Antes, sendo nós mesmos criminosos, nos foi mostrado o caminho para o perdão, e nós simplesmente comunicamos as boas novas. Deus é bom e nós não somos. Há uma justiça e, à parte da misericórdia, nós a sofreremos. Esclarecer isso para as outras pessoas é bondade, não condescendência.
Se você fosse passageiro no carro de um amigo e dissesse: “Caso não tenha notado, você está acelerando e há um policial nesta rua”, ele provavelmente pensaria que você lhe fez um favor. E você de fato teria feito. A ilustração tem as suas limitações, é claro, mas acho que ajuda no entendimento dessa questão.
Há outra coisa que também não quero que você ignore. É a coisa mais importante a ser conhecida sobre essa contestação. “Quem é você para julgar?” não é um questionamento, mas uma afirmação disfarçada: “Ninguém tem permissão para julgar de modo algum”. Se a moralidade for apenas uma questão de opinião pessoal, todos os julgamentos são proibidos. Esta é a estratégia do relativista.
É claro que o relativista está sempre enganando a si mesmo nessa questão. Embora ele possa ter se convencido por um momento, não é nisso que ele realmente acredita, já que ele é repleto de julgamento quando lhe convém. De fato — e você já pode ter notado — essa acusação é autodestrutiva, ma vez que ela é um julgamento implícito do cristão.
Assim, quando os críticos impõem qualquer versão de “não julgue”, não é um apelo para que você seja virtuoso; é uma demanda para que eles sejam deixados em paz. Eles citam Jesus não por convicção, mas por conveniência; não desejando ser sujeitos a qualquer crítica moral.
Então, como podemos lidar graciosamente, e ainda de modo perspicaz, quando enfrentarmos essa confrontação? Acho melhor lidar com situações semelhantes a essas fazendo perguntas. À luz das observações acima, aqui estão algumas que me vêm à mente.
Seu primeiro passo ao enfrentar qualquer confrontação é simplesmente perguntar: “O que você quer dizer?”, e esperar uma resposta. Deixe seu amigo mostrar um pouco de sua inquietação. Obter mais informações lhe dará mais recursos a serem usados. Caso o seu próprio julgamento tenha sido motivado por desprezo ou desdém, então um pedido de desculpas pode ser feito.
Você também pode arriscar: “Fiquei confuso com a sua pergunta. Você acha que eu estava impondo meu padrão pessoal a você? Se dei essa impressão, sinto muito. Eu pretendia apenas alertar você a respeito do padrão de Deus, o mesmo sob o qual eu estou”.
Caso seu interlocutor pareça estar lançando mão do relativismo, pergunte: “Você está dizendo que nunca é correto apontar um erro? Caso sim, então por que você está fazendo isso comigo agora?”. Então, deixe-o responder. Ajude-o a ver que o relativismo pode ser facilmente usado contra ele mesmo. Se ele diz: “Quem é você para julgar?”, pergunte: “Quem é você para encontrar falha?”.
O objetivo não é ser inteligente ou eloquente, mas mostrar que ele está se escondendo da questão real: sua própria culpa diante de Deus. Assegure ao seu interlocutor que você não está se sentindo superior em relação a ele. Antes, que você está simplesmente lhe dando informações que poderiam resgatá-lo, afastando-o de seu pecado e culpa e direcionando-o à misericórdia de Deus.

Tradução: Camila Rebeca Teixeira.
Revisão: William Teixeira.

domingo, 1 de julho de 2018

A.W. Pink, livro Deus é Soberano

DEUS É SOBERANO já se tornou um jovem clássico da literatura cristã. Testada pelo tempo, esta obra vem sendo impressa e reimpressa no Brasil, pela Editora Fiel, desde 1977. Por décadas, sua mensagem bíblica, iluminadora e desafiadora tem levado instrução e consolo para muitos corações sequiosos por entender a importante doutrina de Deus sobre todas as coisas.